Certa vez tive o grande prazer de conhecer alguém que mudaria minha forma de pensar, que tornaria os meus dias mais vivos e faria meu peito bater com mais intensidade. Ainda que no presente eu não soubesse.
Por ventura essa mesma pessoa já me conhecia, através dos meus poemas, ela sabia quem eu era.
Não era apenas uma mulher exemplarmente educada e gentil, como também altamente graciosa em todos os sentidos. Fina, encantadora, uma beldade rara, talvez única, que meus olhos podiam contemplar.
Conhecê-la a cada minuto era uma dadiva, um verdadeiro presente concebido entre nossa cultura local e japonesa, estas duas civilizações lindas e distintas.
Nosso relacionamento não poderia ser melhor naquela época, nós combinávamos tanto que até duvidávamos da existência um do outro.
Certamente fomos abençoados com a graça divina por nos encontramos neste vasto universo.
Ainda que não durasse para sempre.
Talvez por insegurança, ou quem sabe puro medo, eu a perdi. para sempre provavelmente.
Não me recordo quantas luas fazem desde que não tenho contato com esta pessoa, mas é curioso como dia após dia esta pessoa permaneça viva em minha mente. Como ela está? Como tem vivido? Conseguiu adentrar à faculdade de medicina? Aposto que sim.
É com pesar que teço essas palavras. Onde e como você estiver, só posso lhe desejar boa sorte, Feh.
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