Meus devaneios e minhas palavras são reflexo de ideias não organizadas e mal interpretadas. Ou quem sabe até mesmo ideais, cuja realidade contemporânea não está habituada.
Vago a procura de sanidade, de conforto. Procuro a beleza, e nela alguma certeza.
Hoje sou diferente. Ainda que o diferente seja comum e que o comum seja diferente. Pois sou eu e isso basta. A realidade não me afasta.
Através de meus olhos não se enxerga o presente. Sou viajante do tempo. Nele me perco, e assim me vejo, distorcido e sem jeito.
Há quem diga que é a solidão que inspira os poetas, que cria os artistas e que anima o gênio potencial que o ser humano carrega consigo de herança.
Basta fugir dos padrões racionais e concentrar-se no que realmente importa. A sociedade tem opinião formada, e assim criam gênios de formação errada.
A única certeza que carrego é que a solidão nos humaniza. Nos faz não apenas perceber os pequenos detalhes, normalmente indiferentes, mas nos ensina a apreciá-los, a admirá-los.
Estou perdido no tempo, mas me permito dar tempo, pra ter tempo de apreciar a beleza do momento.
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