sábado, 17 de dezembro de 2011

Ódio

    Ato que parte de lugar nenhum
    Parte laços e rompe muralhas
    Destrói para manter-se e expandir-se
    Lança-se a todos
    E quando não é o bastante,
    Leva-se o receptor juntamente ao abismo
    Ela deixou de sorrir para seguí-lo
    Nas trevas ela não sabia seu caminho
    Tendo apenas o passado como lembrança
    Ela abandonou o seu futuro pelo ódio
    Totalmente cega com seus atos, ela não os via
    Eles estavam lá, todos eles
    Lutando para salvá-la
    Derrotando inimigos invisíveis eles não desistiam
    Ela os renegara mas,
    Nada jamais os pararia
    Eles se mantinham fortes e prosseguiam sua jornada
    Enquanto ela, se manteve só, apenas com a dor e tristeza
    Prosseguiu vivendo
    Obteve sua vingança
    Sim, ela conseguiu
    Porém, ela não estava satisfeita
    O ódio continuava a consumí-la
    E sem objetivos, sem saber o que fazer
    Por fim, decidiu vingar-se de tudo
    Após reunir toda a força necessária
    Ela partiu ao encalço de seus novos inimigos
    Muito sangue ela derramou
    Mas, mesmo após causar tantas mortes e sofrimento
    Ela já não mais tinha razão
    Eles, seus antigos amigos, irmãos
    Ainda restavam, firmes
    Eles a detiveram
    Enquanto seus olhos se fechavam involuntariamente, ela notou estar chorando
    Mais uma vez ela lembrara da felicidade que antes a preenchia
    Semanas depois, para sua surpresa, ela acordou
    Todos estavam lá
    Ela estava feliz

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